Misoginia e o medo que agora também alcança os homens
Ana Paula Lobato, autora, e Soraya Thronicke, relatora, na discussão do projeto Fonte: Carlos Moura/Agência Senado Ser homem na nossa sociedade, na maioria das vezes, é ser imune, imune a qualquer consequência que envolva o ódio contra mulheres e meninas. Por outro lado, ser mulher é viver com medo todos os dias, a todo momento. Não precisaríamos de homens para nos proteger se o machismo não existisse, pois a própria necessidade de proteção nasce da violência masculina estrutural. Crescer com medo é crescer em constante estado de alerta. É viver com a possibilidade de perder até a própria existência diante do orgulho, do ego e da “coroa” socialmente entregue aos homens cis desde cedo. Sabemos que existem diferenças históricas entre raça e classe social, mas o machismo atravessa todas elas, ainda que em intensidades diferentes. O Brasil registrou 6.904 vítimas de feminicídio , entre casos consumados e tentados, em 2025. Os dados são do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil, ...

