Erika Hilton: primeira mulher trans a presidir a comissão dos Direitos da Mulher no país.
Primeira mulher trans a presidir a comissão dos Direitos da Mulher no país.
Erika Hilton é a primeira deputada federal negra e trans eleita na história do Brasil. Só isso já seria suficiente para marcar seu nome, mas sua trajetória não parou por aí. Foi a vereadora mais votada do país em 2020 e, em 2024, foi reconhecida como a Melhor Deputada Federal do Brasil.
Agora, alcança mais um marco importante ao se tornar a primeira mulher trans a presidir a Comissão dos Direitos da Mulher no país.
Antes de qualquer holofote, carreira política ou cadeira na câmara dos deputados, essa é uma história de travessia de uma ascensão que não foi linear e nem romântica.
Quem é o fenômeno Erika Hilton?
Forjada na urgência das periferias de São Paulo, nasceu e cresceu Erika Santos Silva, conhecida por todos como Erika Hilton. Pedagoga, ativista, pioneira. Foi a primeira mulher trans a ser eleita vereadora em São Paulo e a parlamentar mais votada do país. Erika Hilton é uma existência que desafia todas as caixas que o sistema costuma ignorar, uma trajetória marcada pela invisibilidade imposta. Travesti, negra e periférica, e, mesmo com os esforços feitos para silenciá-la, Erika não pediu licença.
Eleita em 2022 como deputada federal, afirmou com o povo o grito de “presente” em um espaço historicamente excludente e usa desse espaço hegemônico para expor, sejam feridas, desigualdades ou crimes. Erika é o corpo e voz que materializa um futuro mais justo.
E que voz! Não há quem não se impressione com a oratória em cada posicionamento ou defesa da deputada. Essa voz que nos atravessa e nos inspira a correr pelo certo, de quem sabe que não pode errar uma vírgula.
Uma história que estamos vendo acontecer. Erika Hilton é uma semente da certeza de que as margens podem e devem ocupar o centro e de que a política pede transformação radical.
Matéria: Milene Grais/ Hermanas Comunicação e Maria Rosa


Comentários
Postar um comentário